Premiada peça Agreste, com a Companhia Razões Inversas e texto de Newton Moreno, é apresentada no Itaú Cultural

Como um vigoroso manifesto poético, drama traz à tona a intolerância e o preconceito, indicando questionamentos e reflexões sobre o comportamento conservador presente em nossa sociedade

 

‘Agreste’ (Foto de Paulo Berton)

No sertão nordestino, dois lavradores se apaixonam, mas por causa deste amor são vítimas do preconceito e decidem fugir, sentindo que algo de perigoso paira sobre eles. Este é o pano de fundo da peça Agreste, com a Companhia Razões Inversas, que é apresentada no Itaú Cultural no dia 30 de maio (terça-feira), às 20h, e compõe o esquenta para Todos os Gêneros: Mostra de arte e diversidade, que começa em junho no instituto. Com texto do dramaturgo Newton Moreno, a história é baseada em fatos reais, e traz ao palco a intolerância, o preconceito e o amor em sua forma incondicional, apontando reflexões e questionamentos que ultrapassam uma história romântica e chegam à análise do comportamento conservador de nossa sociedade. Agreste é um vigoroso manifesto poético.

A morte de um dos personagens muda o fluxo da história, ao trazer uma revelação surpreendente – a esposa compreende as razões para tamanha opressão somente após a morte do marido. Essa mulher machucada pela perda, sem entender a dimensão de seus atos, acaba sendo vítima do horror e também da falta de tolerância. A reação das pessoas contra a revelação que é feita mostra o preconceito e o conservadorismo de um pequeno grupo social, e evidencia um comportamento extremo que não se limita ao lugar em que o espetáculo se passa.

Em cena, dois atores narram e representam as personagens de sua história, assumindo a passagem narrador-personagem para personagem-narrador. A peça flerta com a referência constante das artes plásticas e da ideia do performer, na condução do trabalho dos atores. A direção de arte, a cargo de Marcio Aurelio, é inspirada nos trabalhos do artista plástico Joseph Beuys e dos fotógrafos Angélica Del Nery e Chema Madoz. O trabalho corporal foi desenvolvido pelas coreógrafas e dançarinas Lu Favoreto e Marina Caron.

Agreste recebeu os prêmios APCA de Melhor Espetáculo e Melhor Texto e o Prêmio Shell de Melhor Autor. Além disso, foi escolhido pela revista Bravo! e pela Cult como um dos 10 melhores espetáculos da década. A peça participou, ainda, dos festivais mais importantes do Brasil, como o Festival de Curitiba, RioCena Contemporânea, Porto Alegre em Cena e dos festivais de Brasília e de São José do Rio Preto. Participou como espetáculo convidado do Festival de Teatro a Mil, em Santiago, em 2005, do Brasil em Cena em Berlim, em 2006, e da Programação do Ano do Brasil em Portugal, na cidade do Porto, em 2013. Fez parte dos festivais nacionais nas capitais dos estados de Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e do Festival Palco Giratório, percorrendo todo o país.

A Companhia Razões Inversas

Criada em 1990 pelo premiado diretor Marcio Aurelio e pela primeira turma de formandos do curso de artes cênicas da Unicamp, a Companhia Razões Inversas é uma das mais importantes companhias de teatro do Brasil. Obteve o reconhecimento da qualidade de seu trabalho pela crítica, por diversos prêmios e pelo do público que acompanha suas criações como as premiadas Agreste, Anatomia Frozen, Senhorita Else, A Bilha Quebrada, A Arte da Comédia, entre tantos espetáculos apresentados no Brasil e no exterior. Em 2015, a Companhia Razões Inversas completou 25 anos de existência mantendo como principal característica uma metodologia de trabalho voltada para o constante processo de formação técnica e intelectual dos intérpretes e demais artistas, criando um ambiente de pesquisa e posicionamento ativo do ator, investigador das possibilidades de eficiência e qualidade da expressão cênica. Mais de sessenta atores já passaram pela Cia, sendo que seu núcleo artístico atual é formado pelo diretor Marcio Aurelio e pelo ator Paulo Marcello.

Sobre Marcio Aurelio

Diretor, cenógrafo e figurinista. Prestigiado encenador que transita tanto pelos clássicos quanto pelas experiências inovadoras, imprimindo delicado e rigoroso acabamento à cena. Professor Doutor pelo Departamento de Teatro da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP) e livre-docente pelo Departamento de Artes Cênicas do Instituto de Artes da Unicamp, Marcio Aurelio é um dos mais premiados e reconhecidos diretores de teatro brasileiro. Como encenador, montou espetáculos no Brasil e no exterior a partir de textos de Sófocles, Shakespeare, Bertolt Brecht, Nelson Rodrigues, Alcides Nogueira, entre outros. Em 1990, criou a Companhia Razões Inversas com a primeira turma de formandos da Unicamp, na qual dirigiu espetáculos premiados como Senhorita Else, de Arthur Schnitzler, A Bilha Quebrada, de Kleist, e Agreste, de Newton Moreno. Em 2009, dirigiu Ballo, com a São Paulo Companhia de Dança. Sua primeira colaboração com a dança foi com a bailarina Marilena Ansaldi, em 1987, com o premiado espetáculo, Hamlet-Machine. Entre 1997 e 2000, dirigiu o bailarino e coreógrafo Ismael Ivo, no Deutsches National Theater, em Weimar, na Alemanha. Já recebeu prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte, do Troféu Mambembe, do Prêmio Molière e do Prêmio Shell, em diversos espetáculos, como Lua de Cetim, Pássaro do Poente, Pólvora e Poesia, Hamletmachine e Agreste.

Sobre Paulo Marcello

Ator e produtor, Paulo Marcello é formado em Interpretação Teatral pela Unicamp. Desde 1990 vem atuando na Companhia Razões Inversas, onde é fundador junto com o premiado diretor Marcio Aurelio. Seus mais recentes trabalhos, todos sob a direção de Marcio, são Anatomia Woyzeck, A Ilusão Cômica, Anatomia Frozen (Prêmios APCA de Melhor Diretor e CPT de Melhor Elenco), A metafísica do amor, Agreste (Prêmios APCA de Melhor Espetáculo e Melhor Texto e Prêmio Shell de Melhor Autor), Os Lusíadas, Arte da Comédia (Prêmio Shell 1999 de Melhor Ator para Walter Breda), Senhorita Else, (Prêmios APCA 1997 de Melhor Espetáculo e Melhor Atriz – Débora Duboc – e Prêmio Shell de Melhor Atriz – Débora Duboc), Torquato Tasso, A Bilha Quebrada, Ricardo II, entre outros. Trabalhando com teatro desde 1982, fez sua estreia no espetáculo Prometeu Libertado, de Miroel Silveira. Em 1987 recebeu o prêmio de Melhor Ator no XI Festival de Teatro do Sesc por sua interpretação no espetáculo Escorial, com direção de Cristiane Paoli-Quito. Como assistente do diretor Marcio Aurelio, trabalhou em espetáculos realizados pelo Coral Paulistano do Teatro Municipal de São Paulo e pelo Coral Infanto-Juvenil do Mackenzie em turnês realizadas pela Alemanha, Holanda e França nos anos de 1996, 1997 e 1998, e nos espetáculos Os Lusíadas e Sossego e Turbulência no Coração de Hortência. Em 2006, fez sua estreia como diretor com o espetáculo Antes do Baile Verde, uma adaptação do conto de Lygia Fagundes Telles. Em 2008 e 2009 dirigiu os espetáculos Pedrinho Cachoeirinha e Villa na Vila, com elenco de cem jovens em cada, dentro do projeto Fábricas de Cultura da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

FICHA TÉCNICA
Encenação: Marcio Aurelio
Texto: Newton Moreno
Com: Paulo Marcello e Juan Alba.
Cenários e figurinos: Marcio Aurelio
Iluminação: Marcio Aurelio
Preparação corporal: Lu Favoreto e Marina Caron
Visagismo: Narciso Guilherme (cabelos) e Sérgio Bonfim (maquiagem)
Operação de luz e som: André Luiz Lemes
Fotos projeções em cena: Angélica Del Nery
Programação visual: Paulo Marcello
Direção de Produção: Paulo Marcello
Realização: Razões Inversas Marketing Cultural

SERVIÇO
Agreste
Dia 30 de maio (terça-feira), às 20h
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
Sala Itaú Cultural
224 lugares
Entrada gratuita
Distribuição de ingressos:
Público preferencial: duas horas antes do evento | com direito a um acompanhante
Público não preferencial: uma hora antes do evento | um ingresso por pessoa
Interpretação em Libras
Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11. 2168-1776/1777
Acesso para pessoas com deficiência física
Ar condicionado
Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho.
Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:
3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 12
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.
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