Maria Carolina De Bonis: Terra espelhar

 

The Trappistine, (1897), de Alphonse Mucha

Terra espelhar*

Se o canto diluísse
Ao entardecer e dele ampliasse
Voo longínquo das aves em teus olhos
Ou quando ao meio
Um ruído de som
Rasgasse nossas incertezas
As portas desses labirintos da mente
Seriam outra morada
Já não habitaria mais em mim
Seria o acaso de teus pés ao tocarem
Outras superfícies
Teceria outros limites de giz
Não ao redor de teus passos
Rastros, antros secretos,
Porque em mim não haveria as trilhas guiadas
Mas uma terra morada espelhar
Que transforma em esfinge
Outros personagens
Andarilho que não sabe da chegada
Do entorno à beira do que sou.

*A poesia Terra Espelhar pertence ao livro Passos ao redor do teu canto (Patuá, 2015)

Leia também: Sombras andaluzas, Caixa branca, No natural a comunhão do corpo e Pudesse consentir a pedra

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