‘O Canto das Mulheres do Asfalto’ é encenado na copa das árvores do Sesc Ipiranga

Com direção de Georgette Fadel e texto de Carlos Canhameiro, a peça imagina um mundo em que as mulheres se recusam a dar à luz

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O que aconteceria se as mulheres de todo o mundo decidissem não ter mais filhos? Essa é a premissa da peça “O Canto das Mulheres do Asfalto”, que ganha nova temporada gratuita no Sesc Ipiranga entre 25 de maio e 22 de junho, com sessões às quintas, às 21h (exceto no dia 15, quando a apresentação ocorre às 18h, e no dia 8, quando o espetáculo não será encenado).

Com direção de Georgette Fadel e dramaturgia de Carlos Canhameiro, a montagem, encenada em cima das árvores, é composta por vários cantos que narram a falta de esperança das mulheres em relação ao futuro e sua decisão de acabar com a humanidade. Nesse contexto, elas defendem um agora sem esperanças inúteis e decretam que seus filhos não mais morrerão por causa de toda a crueldade do mundo presente.

A ideia da montagem é dar espaço às várias mulheres – mães, filhas, santas, prostitutas, velhas e moças – que têm suas vozes silenciadas pela sociedade machista contemporânea, além de mostrar o poder que elas têm de provocar uma tragédia se continuarem oprimidas.

Pensado como uma peça de teatro de rua, “O Canto das Mulheres do Asfalto” estreou em julho em 2015, no Largo do Arouche, onde cumpriu uma temporada de três meses.

O elenco conta com as participações de Cris Rocha, Michele Navarro, Paula Carrara, Paula Serra, André Capuano e Weber Fonseca. A nova temporada conta com recursos do Prêmio Zé Renato de Apoio ao Teatro para a cidade de São Paulo.

GEORGETTE FADEL

Formada atriz pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD-USP) e diretora pela Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP), Georgette Fadel é cofundadora da Cia. São Jorge de Variedades. Ela já trabalhou com grandes figuras do teatro brasileiro contemporâneo, como Cristiane Paoli-Quito, Cibele Forjaz e Cláudia Schapira. Um dos seus últimos espetáculos como atriz foi a série “A Tragédia Latino-Americana e a Comédia Latino-Americana”, com Felipe Hirsch e Os Ultralíricos.

Entre as peças em que atuou, estão“Puzzle (A, B, C e D)”, “O Livro de Itens do Paciente Estevão”, “Rainha[(s)]- Duas Atrizes em Busca de um Coração”, “Gota d’água-Breviário” (que lhe rendeu o Prêmio Shell de Melhor Atriz), “Bartolomeu, o que Será que Nele Deu?”, “Esperando Godot”, “O Nome do Sujeito”, “Santa Joana dos Matadouros” e “Anjo Negro-Lembrança de uma Revolução: A Missão”.

Como diretora, Georgette assinou “Guerrilheiras”, “Cara de Fogo”, “Primeiro Amor” (de Samuel Beckett), “Do que Orlando me Disse” (baseado em Virginia Woolf), “Love in Blambers”, “Quem Não Sabe Mais Quem É, o que É e Onde Está Precisa se Mexer” (sobre a obra de Heiner Muller), “Biedermann e os Incendiários”, (de Max Frisch), “Um Credor da Fazenda Nacional” (de Qorpo-Santo) e “Pedro O Cru”, de António Patrício.

CARLOS CANHAMEIRO 

Mestre em Artes pela Unicamp, o ator, dramaturgo e diretor Carlos Canhameiro é cofundador da Cia. Les Commediens Tropicales. Ele assina a dramaturgia de peças como “Concílio da Destruição”, “Penélope Vergueiro”, “Ensaio Sobre a Queda”, “Tudo que Não Pode Ser Dito Precisa Ser Calado”, “2º D.pedro 2º”, “A Última Quimera”, “CHALAÇA a Peça” e “antiDEUS”.

Entre os espetáculos que dirigiu, estão “Ofélia/Hamlet Rock/Machine” (2016), com Teatro de Riscos; “[H3O]mens” (2015), com Cia. 4 pra Nada;“Achados & Perdidos” (2015), com Cia. De Feitos; “Selma” (2013), com Cia. De Feitos; “O Defunto”(2011), com Cia. das Atrizes; e “O Rinoceronte” (2011), da Cia. Acidental.

SINOPSE

O “Canto das Mulheres do Asfalto” é composto por diversos cantos que desdobram a premissa de um mundo em que as mulheres se recusam a parir novos filhos, negando o futuro e dando fim à morte de seus filhos pela crueldade do presente. Elas exaltam um agora sem ficções futuras, sem esperanças inúteis. A peça explora meandros de uma contemporaneidade insensível à condição humana do próprio homem. Vozes que se multiplicam dentre essas mulheres, mães e filhas, santas, prostitutas, velhas e moças, cuja desesperança futura celebra um presente que precisa ser ouvido.

TRECHO DA PEÇA

“Não vou lançar mão de subterfúgios. Ela não vai me perguntar alguma coisa para que eu explique o porquê de tudo, o porquê de nada, o porquê é assim e não foi assado. Foi-se o tempo das perguntas. As respostas prostituíram a esperança e o sol de cada dia embaçou nossas vistas. Nossa lida deixou de ser vida. Nosso corpo é máquina imperfeita, eliminada sem piedade. Há mais vida nesse prédio do que em todas nós aqui reunidas. Esse canto é um lamento”.

 

FICHA TÉCNICA
Texto: Carlos Canhameiro
Encenação: Georgette Fadel
Assistente de Direção: Paula Klein
Elenco: Cris Rocha, Michele Navarro, Paula Carrara, Paula Serra, André Capuano e Weber Fonseca
Cenário e iluminação: Julio Dojcsar
Figurino: Júlia Poly
Trilha sonora: Rui Barossi
Adereços: Jorge Luiz Alves
Produção: Carlos Canhameiro – Cooperativa Paulista de Teatro
Realização: Prêmio Zé Renato de apoio ao Teatro para a cidade de São Paulo

SERVIÇO
O CANTO DAS MULHERES DO ASFALTO, COM DIREÇÃO DE GEORGETTE FADEL
Quando: 25/5 a 22/6, às quintas-feiras, às 21h (exceto em 15/6, quando a sessão ocorre às 18h e no dia 8, quando não haverá sessão)
Local: Área Externa do Sesc – 70 lugares
Classificação: 16 anos
Ingressos: grátis, com retirada de ingressos 1 hora antes na bilheteria da unidade.

Sesc Ipiranga: Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga
Telefone – (11) 3340-2000 – http://www.sescsp.org.br/ipiranga
Acesso para deficientes físicos
Não dispõe de estacionamento
Ingressos à venda pelo portal http://www.sescsp.org.br ou nas bilheterias das unidades
Bilheteria Sesc Ipiranga – Terça a sexta das 12h às 21h; sábados, das 10h às 21h30; domingos e feriados, das 10h às 18h

Assessoria de Imprensa
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