União e Olho Vivo revisita sua história em fim de semana especial com ‘Relatos TUOV 50 anos’

No primeiro fim de semana de Julho, o União e Olho Vivo recebe importantes personalidades da cultura e coletivos teatrais para um Festival de Teatro em comemoração aos seus 50 anos de teatro popular e muita resistência. O grupo que já rodou o mundo, agora abre as portas da sua sede e convida a população para esta grande celebração!

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Foto de Ricardo Amado

RELATOS TUOV 50 ANOS

O UNIÃO E OLHO VIVO: TEATRO POPULAR EM RESISTÊNCIA

As conexões entre as pessoas e os grupos com a história do TUOV

No primeiro final de semana de julho, dias 01 e 02, sábado e domingo, acontecerá uma festa teatral no bairro do Bom Retiro! O Teatro Popular União e Olho Vivo, também conhecido como TUOV, abre as portas de sua sede com uma série de convidados muito especiais para celebrar e relembrar histórias de cinco décadas do grupo que segundo Augusto Boal é um dos mais importantes coletivos de teatro popular das Américas e do mundo.

Grupos de teatro e artistas das cidades de São Paulo e Porto Alegre, se revezarão entre encenações, leituras dramáticas, cenas comentadas, cenas-cantadas, músicas e adaptações de grande parte das peças realizadas pelo União e Olho Vivo, além de uma peça inédita do dramaturgo Cesar Vieira, O Transplante. Haverão também Mesas de Relatos com a participação de trabalhadores do teatro, incluindo ex-membros do TUOV e estudiosos do campo das artes, público, que acompanha e/ou já participou dessa longa trajetória.

Entre as importantes personalidades e coletivos teatrais já confirmados para participar desta grande celebração de 50 anos, marcam presença os amigos e parceiros: Celso Frateschi, Evaristo Martins de Azevedo, Luiz Alberto Sanz, Luiz Carlos Moreira(Engenho Teatral), Marisa Dutra, Oswaldo Acaleo, Brava Companhia, Cia São Jorge de Variedades, Companhia Antropofágica, Companhia do Feijão,  Sergio Carvalho e a Companhia do Latão, Levanta Favela (POA), Luís Mármora e o Samba do Bule (grupo nascido na sede do Olho Vivo que tem como fundador Cesinha Pivetta, também integrante do TUOV ). A história oral do União e Olho Vivo e suas relações resgatará o que está hoje guardado em prateleiras e gavetas, reavivando a memória, por meio de lembranças ainda não registradas de pessoas que conviveram com o grupo e acompanharam sua trajetória em distintos momentos. A população é convidada para uma imersão na história do TUOV, contada por quem participou de alguma forma desta longa jornada.

Serão dois dias de Relatos-Ações, uma espécie de festival sobre o União e Olho Vivo, um encontro de parceiros e amigos na sede do grupo. Relatos – “O União e Olho Vivo: Teatro Popular em Resistência” trará à tona uma “história de relações” entre grupos de teatro e seus desdobramentos. Pretende, assim, desvelar grande parte da realidade do movimento de teatro durante cinco décadas. Um ato teatral de dois dias que vai às origens dos caminhos percorridos pelos vários grupos.

Além do evento, o grupo segue com a exposição “TUOV 50 ANOS – Em Busca de um Teatro Popular” que tem curadoria de Alexandre Benoit e resgata a trajetória do próprio grupo como um capítulo vivo da cultura brasileira. A exposição conta os 50 anos de trabalho do TUOV (1966 a 2016) através de imagens, cartazes, vídeos, objetos de cena, figurinos, narrando de forma simples as andanças do grupo pelas periferias de São Paulo, pelos quatro cantos do Brasil e pelo mundo afora.

Na abrangente mostra, resgatou-se um material até então inédito de fotos, vídeos e depoimentos (de Antonio Cândido, Iná Camargo, Zé Renato, entre outros) que atestam a dura luta por uma arte engajada, levando o teatro para salões paroquiais, associações de bairro, misturando sem cerimônia o teatro com reivindicações por pavimentação de ruas, creches e moradia digna. Na exposição, é apresentada a carreira internacional do Olho Vivo que vai desde os esforços pela interligação latino-americana de grupos teatrais até a repercussão das montagens e dos roteiros em países como França, Itália, Polônia e Egito.

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Foto de Ricardo Amado

Em paralelo ao TUOV, Idibal Pivetta, advogado (nome verdadeiro de César Vieira), exerceu intensa militância no período da ditadura, engajando-se pela liberdade de perseguidos políticos e pela memória dos desaparecidos do regime militar. Esta luta também é contada na exposição, pois confunde-se com a própria existência do TUOV.

O evento será registrado em audiovisual por Nana Ribeiro e André Cruz fazendo parte do projeto de um filme documentário que tem a direção de Graciela Rodriguez, integrante do Olho Vivo há mais de 25 anos.

Se você ainda não conhece o trabalho do TUOV, não perca a oportunidade de se aproximar das particularidades deste grupo que já foi visto por mais de 4 milhões de pessoas ao redor do mundo e que resiste bravamente com seu teatro popular na cena cultural e social brasileira. O TUOV abre as portas da sua sede mais uma vez para receber o público e contar a sua história.  Como diz Neriney Moreira, um dos fundadores: “esta é a nossa vida!”

O projeto de comemoração dos 50 anos do União e Olho Vivo tem patrocínio da 28ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para Cidade de São Paulo.

EXPOSIÇÃO: “TUOV 50 ANOS – EM BUSCA DE UM TEATRO POPULAR”

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A exposição reúne mais de 300 imagens, vídeos, áudios, figurinos e adereços cênicos, para contar um pouco dessa história, lançando luz sobre as aventuras, alegrias e resistência do TUOV. A proposta busca também apontar para o futuro, pois a luta por uma arte popular é tão atual hoje como nos anos 70, e o TUOV (agora com o Samba do Bule) demonstra a mesma disposição para seguir por mais 50 anos sulcando os mares da fantasia, desfraldando as bandeiras da utopia! Temporada: até 02/07/2017- quarta a sábado – 14h às 18h (excepcionalmente o domingo 02/07/17 de encerramento)

PROGRAMAÇÃO “RELATOS TUOV 50 ANOS”

01 de Julho de 2017 – Sábado:  14h30: Abertura ao Público

15h00: Mesa de Relatos – O União e Olho Vivo: O Teatro Popular em Resistência – Parte I – Convidados: Evaristo Martins de Azevedo, Luiz Carlos Moreira e Marisa Dutra

16h45: Companhia do Latão – apresenta a peça O Evangelho Segundo Zebedeu (1970), de Cesar Vieira

18h15: Uma Estória de Adonirans…(Barbosinha Futebó Crubi–Uma História de Adonirans) com Luís Mármora

19h30: Transplante (1982), de Cesar Vieira com Companhia Antropofágica

20h30: João Cândido do Brasil – A Revolta da Chibata (2001), de Cesar Vieira com Companhia São Jorge de Variedades

20h30: Samba do Bule – Show: Samba do Bule 10 Anos

 

02 de Julho de 2017 – Domingo: 14h30: Abertura ao Público

15h00: Mesa de Relatos – O União e Olho Vivo: O Teatro Popular em Resistência – Parte II – Convidados: Celso Frateschi, Luiz Alberto Sanz e Oswaldo Acaleo

16h45: Sepé: Guarani Kuery Mbaraeté (Morte aos Brancos – A Lenda do Sepé Tiarajú (1984), de Cesar Vieira) com Levanta Favela

18h00: Rei Momo – Uma Sinopse Animada para o TUOV (Rei Momo (1972), de Cesar Vieira) com Companhia do Feijão

19h30: Corinthians, Meu Amor – Segundo Brava Companhia – Uma homenagem ao Teatro Popular União e Olho Vivo (Corinthians, Meu Amor (1966), de Cesar Vieira) com Brava Companhia

Programação Gratuita – Classificação: Livre

Informações: teatropopularuniaoeolhovivo@gmail.com / www.facebook.com/tuovivo

Onde: Teatro Popular União e Olho Vivo, Rua Newton Prado, 766, Bom Retiro – São Paulo-SP – Tel: 011 3331-1001.

Contato Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini / Cel: 99568-8773 / lucigandelini@gmail.com

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