FILAFRO apresenta o concerto ‘Pra Não Ficar Parado’, com ritmos tradicionais arranjados com características africanas

Regida pelo maestro Josoé Polia, a Filarmônica Afro Brasileira leva para a apresentação um elenco de 16 músicos, além da participação do pianista cubano Pepe Cisneros, para interpretar desde composições próprias e de novos compositores, a clássicos como Yesterday, de Paul McCartney, e Insensatez, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes; a programação acontece em sinergia com o novo ciclo da série Diálogos Ausentes cujo tema é o negro na música

unnamed

O Itaú Cultural apresenta no dia 14 de julho (sexta-feira), às 20h, a FILAFRO – Filarmônica Afro Brasileira, em Pra Não Ficar Parado, espetáculo guiado por um repertório com ritmos tradicionais e híbridos do Brasil, a exemplo do baião, maxixe, samba e choro, além do angolano quizomba. Com regência do maestro Josoé Polia, esta formação sobe ao palco com 16 músicos, e conta com a participação especial do pianista cubano Pepe Cisneros na execução de ritmos cujos arranjos trazem características africanas em composições que vão de Paul McCartney a Tom Jobim e Vinícius de Moraes, passando por Guerra Peixe, os contemporâneos Yaniel Matos e Sara Negritri, e o próprio maestro Polia, com a interpretação de duas músicas de sua autoria inéditas.

O concerto da FILAFRO no Itaú Cultural acontece em sinergia com a nova etapa na série Diálogos Ausentes – idealizada pelo instituto para debater a presença afro-brasileira na produção artística nacional –, que nos próximos três meses tem como tema o negro na música– uma vez por mês sempre com um dia de debate seguido por um dia de show. Começa no dia 13 de julho (quinta-feira), às 20h, recebendo como convidado o músico e pesquisador Tiganá Santana para traçar um panorama histórico da representatividade do negro na música brasileira e falar sobre a produção de afrodescendentes no país.

Criada em 1998 – naquela época ainda com o nome de Orquestra Afro Brasileira –, a FILAFRO nasceu com a proposta de apresentar um repertório e uma linguagem erudita com influência da diáspora negra. No entanto, como recorda o maestro Josoé Polia, não havia um repertório com composições nesse segmento que reverberasse a cultura afro. “Como muitos compositores nunca visitaram uma escola de samba ou um terreiro, faltava a questão idiomática quando se ia orquestrar uma peça”, pontua.

Assim, o que no início levava o maestro a fazer arranjos para músicas feitas sem este olhar especial, acabou por conduzi-lo a compor para a orquestra a partir de pesquisas e referências de trabalhos como com a Orquestra Afro Americana, assim como de suas viagens para a África e para o Nordeste brasileiro. O resultado foi a criação de um repertório próprio para a FILAFRO.

No Itaú Cultural, o concerto traz duas composições inéditas de Polia: Ébano Célula Tronco, que aborda a origem como elemento capaz de gerar novas células; e Mouro, sobre a presença africana na Europa. Outra estreia da noite é Conexões Perdidas, da compositora Sara Negritri.

Com direção artística de Che Leal, o concerto Pra Não Ficar Parado traz no restante do repertório composições com ritmos orquestrados com características africanas, tanto em sucessos internacionais como Yesterday, de Paul McCartney, e Blue Tango, do compositor norte-americano Leroy Anderson, na música tradicional irlandesa Danny Boy, quanto nas brasileiras em ritmo de Bossa Nova, como Insensatez, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, ou Mourão, peça do maestro Guerra Peixe inspirada no folclore nordestino, e Recuerdos, de Yaniel Matos, compositor residente da FILAFRO. O repertório é arrematado com Baião de 2Escorrega Mais Não CaiCavalo Bravo e Selvagem (Se Amansa Na Água) e Milena, que assinadas por Polia.

“A contribuição do negro para a música brasileira é importantíssima e deve ser mais investigada in loco e ser registrada. Quando o hip hop, por exemplo, chega na academia, ele vem defasado e com transformações, sem os costumes e os hábitos próprios dessa cultura”, observa o maestro. “Quanto mais nos conhecemos, melhor será a nossa identidade. Um país com identidade é mais forte e tem essência”, completa.

Filarmônica e o maestro

A FILAFRO, Filarmônica Afro Brasileira, atua há mais de 18 anos no mercado cultural, tendo neste período realizado mais de 60 concertos, 22 celebrações, premiações, condecorações e projetos no Brasil, Estados Unidos, Argentina e Angola. Executa um repertório inédito, que transita do erudito ao folclórico em mais de 300 músicas arranjadas e orquestradas exclusivamente para ela. Possui um arquivo musical com mais de 80 mil partituras clássicas, jazzísticas, populares e etnomusicológicas e é reconhecida e premiada no Brasil e Exterior. Ao longo de quase duas décadas, dividiu o palco com artistas como Carlinhos Brown, Billy Paul, Alcione, Jair Rodrigues, Jamelão, Paula Lima, Simoninha, Margareth Menezes, Sandra de Sá, Beth Carvalho, Rappin’ Hood, Leci Brandão e Dave Gordon, entre outros.

Josoé Polia é graduado em composição, arranjador, orquestrador e empresário. Sua formação musical inclui violino, a flauta e piano. Foi diretor artístico e regente do II Festival de Inverno de Ilha Solteira e diretor de Música do Instituto de Artes de Penápolis. Atualmente é diretor artístico e regente da FILAFRO.

Além de atuar no Brasil, Argentina, Venezuela, Estados Unidos e Angola, realiza palestras sobre música em âmbito nacional e internacional, como no Prêmio Brasil 500 Anos (2000) e no Prêmio Magnífico (2006), pela idealização e realização do Projeto Musicalização JÁ. Em 2007, foi indicado à Guggenheim Foundation Fellowship, nos Estados Unidos, e em 2012 compôs, juntamente com o cantor Che Leal, o Hino Oficial de Itaquera. No ano passado, Polia foi condecorado como Comendador, pelo Mérito Cultural Carlos Gomes.

unnamed (1)

Josoé Polia (Foto José Augusto De Blasiis)

SERVIÇO
FILAFRO
Show Pra Não Ficar Parado
Dia 14 de julho de 2017 (sexta-feira), às 20h
Duração: 80 minutos
Classificação: Livre
Sala Itaú Cultural (224 lugares)
Entrada gratuita
Distribuição de ingressos:
Público preferencial: 2 horas antes do espetáculo (com direito a um acompanhante)
Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo (um ingresso por pessoa)

Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108
Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:
3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.
Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11. 2168-1776/1777
Acesso para pessoas com deficiência
Ar condicionado
http://www.itaucultural.org.br
http://www.twitter.com/itaucultural
http://www.facebook.com/itaucultural
http://www.youtube.com/itaucultural
http://www.flickr.com/itaucultural

Assessoria de Imprensa:
Conteúdo Comunicação
Fone: 11.5056-9800
Cristina R. Durán: cristina.duran@conteudonet.com
Karinna Cerullo: cacau.cerullo@conteudonet.com
Amanda Viana: amanda.viana@conteudonet.com
Roberta Montanari: roberta.montanari@conteudonet.com
No Itaú Cultural:
Larissa Correa
Fone: 11.2168-1950
larissa.correa@ terceiros.itaucultural.org.br
Carina Bordalo (programa Rumos)
Fone: 11.2168-1906
carina.bordalo@terceiros.itaucultural.org.br
http://www.conteudocomunicacao.com.br
http://www.twitter.com/agenciaconteudo
http://www.facebook.com/agenciaconteudo

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s