Três poemas de Débora Gil Pantaleão

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Arte de Egon Schiele

invejei não os teus pés terráqueos e sadios mas as mãos que os tocavam não a tua boca de riso frágil indeciso mas as mãos que a beijava não teus cabelos negros e finos mas as mãos as mãos sempre as mãos nunca se inveja a coisa em si mas a representação da coisa em se que se traveste no osso do tempo esse nosso tempo onde o que mais importa é representar e olha como estamos todos bem e por isso agora o meu amor por ti se esvai em fezes

interferistes não só na minha vida insana profética também na minha vida de poeta invadistes os tempos verbais de meus poemas e nem ao menos usastes a língua me criastes faqueiro de adélia teu pão de mirras tu miras e dizes come

se queres casa comigo n’alguma noite de agosto que causes qualquer desgosto neste mês não em outro um não e se não dizes de boca cheia junto a cravos e rosas canta ao menos aquela canção mentes nem que seja um pouco you’re not alone i’m here with you even when you’re scared oh you are so lonely

 

debora-gil

Leia os poemas da Débora, clique aqui

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