Baseado em obra de Guimarães Rosa, espetáculo ‘A Hora e Vez’ é apresentado no Itaú Cultural

Com a Cia. do Sopro, peça é inspirada em A Hora e Vez de Augusto Matraga, do livro Sagaranae apresenta o dualismo entre o bem e o mal

 

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‘A hora e a vez’ (Foto de Bob Souza)

A programação do Terça Tem Teatro, do Itaú Cultural, apresenta no dia 29 de agosto (terça-feira), às 20h, o monólogo A Hora e Vez, com a Cia. do Sopro, inspirado no conto A Hora e Vez de Augusto Matraga, do livro Sagarana, de João Guimarães Rosa. A montagem tem direção de Antonio Januzelli e o ator em cena é Rui Ricardo Diaz, interpretando diversos personagens, que passam pela trajetória do personagem rosiano, também conhecido como Nhô Augusto, um homem que briga e maltrata todos ao seu redor.

Considerado como um dos grandes escritores brasileiros, Guimarães Rosa traz em sua obra elementos típicos do sertão, da religiosidade, do poder e do dualismo entre o bem e o mal. Nessa peça, é apresentada a transformação que o personagem passa desde o começo, no Arraial do Murici, depois em sua nova vida no povoado do Tombador, até o fim da história, quando chega ao Arraial do Rala Coco. Por todo o caminho, Nhô Augusto transita entre atitudes consideradas perversas e momentos de redenção.

Depois de cair na emboscada liderada por Major Consilva, Nhô Augusto é dado como morto. Socorrido por um casal de negros consegue sobreviver. Quando se recupera, vai viver longe do Murici e decide dedicar sua vida ao trabalho, à penitência e à oração. Depois de anos de reclusão, no povoado do Tombador, decide partir. O destino o leva ao Arraial do Rala-Coco, onde o reencontro com o amigo e poderoso cangaceiro, Seu Joãozinho Bem-Bem, será decisivo para o desfecho de sua história, de sua hora e vez.

Sobre a Cia. do Sopro

A partir dos estudos sobre o trabalho de intérprete dentro do Laboratório Dramático do Ator, de Antonio Januzelli, nasceu o solo A Hora e Vez e a Cia do Sopro. A companhia surge como meio de possibilitar a verticalização do ininterrupto trabalho do intérprete. Trata-se da depuração do universo poético daquele que se propõe a dizer algo. O primeiro trabalho, A Hora e Vez, estreou em 2014 no Sesc Ipiranga. Em 2015, realizou uma nova temporada no Espaço Parlapatões e em 2016 ficou em cartaz no Teatro do Núcleo Experimental. O segundo trabalho Como Todos os Atos Humanos, a partir das obras de Marina Colasanti, Nelson Coelho e Giorgio Manganelli, estreeou em agosto de 2016 no Teatro do Núcleo Experimental.

Rui Ricardo Diaz

Estudou no Teatro da Universidade Católica da PUC (TUCA), em 1994, na Faculdade Belas Artes de São Paulo, em 1998, e na International School of Corporeal Mime, em Londres, no ano de 2007. Atuou em espetáculos como O Anjo de Pedra, de Tennessee Williams, A Propósito da Chuva, de Dostoievski, O Cobrador, de Rubem Fonseca, A Colônia Penal, de Franz Kafka e Macário, de Álvares de Azevedo. Trabalhou com os diretores Antonio Januzelli, Cacá Carvalho, Paulo Fabiano, Inês Aranha, Marcello Airoldi, entre outros. Atualmente, prepara o seu segundo monólogo, a partir dos escritos de Antonin Artaud, com direção de Antonio Januzelli. É protagonista do longa metragem Blitz, de Bosco Brasil, com direção de Renê Brasil. Em 2016, atuou na série Supermax, da Rede Globo. Atuou em 2015 no filme A Floresta Que Se Move, de Vinicius Coimbra. Interpreta o Marechal Rondon no longa Rondon, o grande chefe. Foi indicado em 2011 pela ACIE como melhor ator por interpretar o ex-presidente Lula, no filme Lula, o Filho do Brasil. Protagonizou o filme Aos Ventos Que Virão, de 2014, de Hermano Penna. Atua ainda no longa-metragem De Menor, de Caru Alves de Souza, melhor filme no Festival do Rio de Janeiro em 2013. Em 2012 e 2013, trabalhou na novela Lado a Lado, da Rede Globo.

Antonio Januzelli

Diretor e pesquisador das práticas do ator. Professor de teatro da EAD/ECA – USP, desde os anos 70, pesquisa o trabalho do intérprete no processo que desenvolve há mais de 30 anos, o Laboratório Dramático do Ator. Autor dos livros Aprendizagem do Ator e Práticas do ator – Relatos de mestres, Januzelli publicou artigos em importantes revistas e ministrou cursos no Brasil e no exterior. Formou-se em Direito pela PUC-Campinas em 1966, como ator pela EAD/USP, em 1970, e fez mestrado e doutorado em Teatro pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) entre 1884 e 1992. Entre os tantos trabalhos que dirigiu em teatro, destaque para o espetáculo O Porco, de Raymond Cousse, indicado ao prêmio Shell de melhor ator em 2005, Um segundo e meio, de Marcello Airoldi, Fogo-Fátuo, de Samir Yazbek, Querido pai, a partir de Carta ao Pai, de Franz Kafka, De Verdade, de Sandor Marai e Se eu fosse eu, a partir de textos de Clarice Lispector.

A Hora e Vez_Bob Sousa_

A hora e a vez’ (Foto de Bob Souza)

FICHA TÉCNICA
Baseado no conto A Hora e Vez de Augusto Matraga, de João Guimarães Rosa
Adaptação e atuação: Rui Ricardo Diaz
Direção e Figurino: Antonio Januzelli
Assistência: Fani Feldman
Iluminação: Osvaldo Gazotti
Pesquisa de Vocábulo Regional: Joaquim Dias da Silva
Estudo de Teatro Físico: Luis Louis
Produção: Quincas Artes Ltda – ME
Idealização: Cia. do Sopro
© Agnes Guimarães Rosa do Amaral, Vilma Guimarães Rosa e Nonada Cultural Ltda.

A Hora e Vez
Dia 29 de agosto de 2017 (terça-feira), às 20h
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Interpretação em Libras

Sala Itaú Cultural (224 lugares)
Distribuição de ingressos:
Público preferencial: 2 horas antes do espetáculo (com direito a um acompanhante)
Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo (um ingresso por pessoa)
Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108
Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:
3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.
Itaú Cultural
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