A condição de pessoas em situação de rua é o tema do próximo ‘Brechas Urbanas’ no Itaú Cultural

Bruno Torturra media o encontro provocando o debate sobre os “invisíveis” nas cidades contemporâneas: moradores de rua, crianças nos semáforos, usuários de crack; os convidados para falar sobre o assunto são o jornalista e militante do coletivo Craco Resiste Daniel Mello, o advogado Dito Barbosa, que atua no Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, e a maranhense ex-moradora de rua, depois fundadora do Clube de Mães do Brasil, Maria Eulina Hilsenbeck

 

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Invisibilidades é o tema do próximo Brechas Urbanas, série realizada mensalmente pelo Itaú Cultural para refletir as múltiplas e possíveis relações entre o fazer artístico, a cultura e as cidades contemporâneas. No dia 31 de agosto, quinta-feira, às 20h, o público participa do debate para entender quem são essas pessoas que vivem em situação de rua, ignoradas pela sociedade contemporânea, e como elas se relacionam com uma sociedade que cada vez mais as isola, exclui ou ignora. O encontro tem interpretação em Libras e é transmitido online pelo site do instituto (www.itaucultural.org.br).

A conversa, mediada pelo jornalista Bruno Torturra, conta com a participação a maranhense Maria Eulina Hilsenbeck, que por quase dois anos morou nas ruas de São Paulo. Depois de se estabelecer, criou o Clube de Mães do Brasil, instituição que promove projetos de apoio a pessoas em situação de rua e socialmente vulneráveis. Outro convidado é Daniel Mello, jornalista e militante do coletivo Craco Resiste, que luta contra a violência policial na Cracolândia e oferece ações de cultura, arte e educação a pessoas em situação de rua. O debate tem a participação, ainda, do advogado Dito Barbosa, que atua no Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos e trabalha ativamente na defesa de famílias ameaçadas por remoções forçadas por projetos de infraestrutura urbana.

Um dos pontos que norteia o debate é o Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, em 19 de agosto. A data foi criada para lembrar a morte de sete moradores de rua na Praça da Sé, na região central de São Paulo. Os crimes ocorreram entre os dias 19 e 22 de agosto de 2004. As vítimas foram assassinadas com golpes na cabeça enquanto dormiam na praça. Outras oito pessoas ficaram feridas. Passados 13 anos, até hoje ninguém foi punido.

Convidados

Benedito (Dito) Barbosa é advogado do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos. Militante na área de Direitos Humanos. Dirigente da Central de Movimentos Populares São Paulo. Membro da União dos Movimentos de Moradia de São Paulo. Mestre em Gestão e Planejamento do Território pela Universidade Federal do ABC (UFABC).

Daniel Mello é jornalista formado pelo Centro Universitário de Brasília (UNICEUB-DF) e cinegrafista pelo Senac-SP. Atualmente, faz especialização em fotografia pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP-SP). Trabalha como repórter na Agência Brasil desde 2009, onde cobre temas relacionados a políticas públicas e direitos humanos. Em 2015, estreou como codiretor e coprodutor do documentário USP 7%, sobre o racismo estrutural e a luta por cotas na Universidade de São Paulo. O filme recebeu o prêmio de aquisição do Canal Brasil no Cine Ceará. É um dos militantes do coletivo A Craco Resiste que atua contra a violência institucional na região da Cracolândia.

Maria Eulina Hilsenbeck conhece, e bem, cada uma das ruas do Centro de São Paulo, de onde tirou a lição do que é ser uma voluntária. Aos 20 anos, abandonou a sua cidade natal, São José dos Basílios, interior do Maranhão, onde nasceu e virou normalista. Como todos os jovens do norte e nordeste, na expectativa de uma vida diferente, veio à São Paulo e, por não estar preparada para a vida em uma cidade grande e não ter tido nenhum tipo de apoio, acabou morando nas ruas por 1 ano e 7 meses. Por quase dois anos, o endereço foi o mesmo: Parque Dom Pedro. Quando saiu das ruas, a primeira coisa que queria fazer era ajudar seus iguais.

Por diversos anos Maria Eulina trabalhou como voluntaria em diversas regiões carentes na grande São Paulo. Em 1993 fundou a Oficina Profissionalizante Clube de Mães do Brasil, uma ONG sem fins econômicos e passou a cuidar de pessoas que se encontravam nas ruas e queriam uma oportunidade para se erguer novamente. Isso fez com que ampliasse ainda mais seu olhar, principalmente na reconstrução dessas vidas, dando condições para que os mesmos pudessem se erguer, não somente pela comida e moradia, mas com cursos profissionalizantes, que dariam mais caminhos para a conquista de seus ideais.

Brechas Urbanas – Invisibilidades
31 de agosto, às 20h
Duração: 90 minutos
Classificação indicativa: Livre
Local: Sala Multiuso
100 lugares
Entrada gratuita
Distribuição de ingressos:
Público preferencial: duas horas antes do evento | com direito a um acompanhante
Público não preferencial: uma hora antes do evento | um ingresso por pessoa
Interpretação em Libras

 

Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11. 2168-1776/1777
Acesso para pessoas com deficiência física
Ar condicionado
Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho.
Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:
3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 12
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.
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