Bienal Sesc de Dança chega na 10ª edição em Campinas

Festival acontece na cidade de Campinas (SP) trazendo uma mostra da Dança Contemporânea nacional e internacional. Nomes novos e consagrados compõem 67 atividades, entre espetáculos, performances, intervenções, instalações, ações formativas, oficinas, residências,  exibição de filmes e lançamentos de livros

 

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‘Sobre Kazuo Ohno’ (Foto de Takuya Matsumi)

Do micromovimento a explosões coreográficas. De performances solo a grandes grupos com os mais variados objetos de interesse, da rua ao teatro. A 10 ª edição da BIENAL SESC DE DANÇA traz a Campinas – entre 14 e 24 de setembro – uma mostra da diversa produção nacional e internacional da Dança Contemporânea. A realização é do Sesc Campinas com apoio da Prefeitura Municipal de Campinas, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a SOCICAM.

A maratona de dança tem início com o espetáculo Do desejo de horizontes (Du désir d’horizons), do país africano de Burkina Faso – dia 14 de setembro, às 20h no Sesc Campinas. Dirigido pelo coreógrafo Salia Sanou, que vive entre a França e a África e inspirado nos ateliês de dança conduzidos em campos de refugiados africanos, a coreografia é um convite à reflexão sobre a condição do exílio interior que cada um carrega dentro de si.

Para Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc em São Paulo, “a Bienal Sesc de Dança tem como proposição expandir as relações com a dança contemporânea e as reflexões que ela pode suscitar”. Exaltando a tríade de difusão, estímulo e diálogos sobre a qual o Sesc fundamenta seu trabalho no campo das manifestações artísticas, Miranda complementa “as parcerias, como as mantidas com a Prefeitura Municipal de Campinas, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e outros parceiros públicos e privados, enaltecem uma forma de concretizar esse envolvimento, também estimulado por ações programáticas realizadas pelo Sesc ao longo do tempo. As ocupações pelo mobiliário urbano insinuam o convite, e sinalizam a presença da bienal, tornando-se uma marca registrada do acontecimento no corpo da cidade”.

Berço da mais tradicional graduação em Dança do Estado de São Paulo, na Unicamp, Campinas se estabeleceu como sede da Bienal em 2015, após oito edições na cidade de Santos (de 1998 a 2013), recebendo mais de 60 mil visitas de pessoas interessadas pela programação. Nesse ano, a cidade receberá 67 atrações, distribuídas entre espaços do Sesc Campinas e da Universidade, aparelhos culturais como Teatro Castro Mendes, Estação Cultura, Museu da Imagem e do Som e Armazém CIS Guanabara, além de áreas públicas como ruas, praças e até mesmo a rodoviária municipal.

A curadoria do festival, formada por Claudia Garcia, Wagner Schwartz, Fabricio Floro e Claudia Müller, selecionou os artistas/obras, entre 799 inscritos de 32 países, sempre com a proposta de apresentar a multiplicidade do universo da dança e seus hibridismos com outras expressões artísticas, fomentando a produção e ajudando no desenvolvimento de novas criações, enquanto estreita o relacionamento com o público e amplia seu acesso.

Estreias mundiais

Serão seis atrações internacionais (Uruguai, Argentina, Burkina Faso, Itália, Bélgica e Japão) e 61 nacionais representados pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Piauí. Dessas, oito estreias nacionais (espetáculos nunca apresentados no Brasil) e três estreias absolutas (inéditas no mundo todo).

Além do espetáculo de abertura de Burkina Faso, estreia também no Brasil FOLKS – Você Ainda me Amará Amanhã? (Will you steal love me tomorrow?), do italiano Alessandro Sciarroni, que revisita a dança folclórica tirolesa Schuhplattler (literalmente “bater o sapato”), presente na fronteira da Itália com a Áustria, para refletir sobre o tempo e o legado da cultura, e Big Bang, concerto de dança contemporânea uruguaio dirigido por Andréa Arobba que conta com trilha sonora executada ao vivo e aparatos tecnológicos que exploram como temas a física e a cosmologia.

Entre as apresentações nacionais, os destaques ficam por conta das estreias de Dança Doente, de Marcelo Evelin, que apresenta a impactante mistura da dança Butô com os movimentos do candomblé, e Título em Suspensão, o novo solo de Eduardo Fukushima, que dá continuidade à sua pesquisa sobre a sutileza e precisão do movimento. Quase sempre sentado no chão sob um facho de luz, o artista encena uma coreografia minimalista, minuciosa e precisa, enquanto maneja pedras, paus e chocalhos ao som de ruídos de avalanches e assovios.

Novo campo de linguagem

BIENAL SESC DE DANÇA ao mesmo tempo em que sugere um resgate à memória do corpo e da dança, apresenta a potência de um presente urgente que dialoga com novas militâncias sociais, políticas, de gênero e estéticas, configurando um novo campo de linguagem que aponta para o futuro, com esperança e também preocupação com o que virá.

Prova disso é Para que o céu não caia, espetáculo da companhia carioca dirigida por Lia Rodrigues, coreógrafa presente desde o primeiro evento e que, nessa edição, traz à tona o mito do fim do mundo, relatado pelo xamã yanomami Davi Kopenawa. “Como imaginar formas de continuar e agir? O que cada um de nós pode fazer para, a seu modo, segurar o céu? Dançar para segurar o céu é o que podemos fazer!”, afirma a artista.

Outro exemplo é Protocolo Elefante, resultado de uma longa pesquisa sobre o tema da continuidade e um exercício de sobrevivência e de busca de sentido para estar junto e continuar atuando coletivamente, e que comemora os 20 anos de atividade do grupo catarinense Cena 11. Colocando em cena a sensação de isolamento, o grupo questiona noções de pertencimento e identidade.

Já Fio do Meio, montagem em construção do carioca Paulo Emilio Azevedo e sua Cia Gente com coprodução do Sesc SP, usa a rua como palco e percurso de experimentação, lidando com o elemento do “inusitado”. O trabalho representa, também, uma aposta da Bienal em assumir, junto aos artistas, os riscos de uma estreia em via pública.

A programação contempla também o público infantil, com as apresentações da performance Máquina de Desenhar, de Michel Groisman e Alex no País do Lixão (Alex aux pays des poubelles), da brasileira radicada na Bélgica Maria Clara Villa Lobos.

Artistas da dança de Campinas

Como a experiência coreográfica pode tratar da memória da dança? Os diretores Neto Machado e Jorge Alencar evocam essa questão ao articular movimento, palavra e legado em Biblioteca de Dança, que estreia na BIENAL SESC DE DANÇA. Na instalação/ ação, os artistas ocupam uma biblioteca como espaço cênico e transformam seus corpos em livros. Como volumes em estantes, artistas ligados à dança ficam disponíveis e recebem o público em uma mesa com poucas cadeiras para compartilhar “capítulos” de obras que marcaram suas vidas por meio de “contações coreográficas” de até 15 minutos.

Nessa primeira ativação, a Biblioteca de Dança contará apenas com artistas de dança da cidade de Campinas, com uma cena bem variada. O trabalho permite que dois interesses de experimentação caminhem juntos: o de pesquisar novos modos de entender as produções e suas possibilidades e o de documentar de forma ativa e criativa a história da dança.

Cinema e residências

O festival também se propõe a contribuir com o compartilhamento de experiências, técnicas e culturas entre artistas. Dirigidas a estudantes e profissionais do corpo em geral, ações formativas entram na programação com diversos campos de interesse e pesquisa, a partir de um número limitado de inscrições prévias de acordo com cada atividade.

Destaque para as exibições dos documentários Paris is burning (EUA, 1990, vencedor de “Melhor Documentário” dos festivais de Berlim e Sundance em 1991) e Strike a pose (EUA, 2017). Após os filmes, o dançarino e coreógrafo norte-americano José Gutierrez, retratado em ambos, participa de um bate-papo sobre a dança voguing, as contradições entre o glamour e diversão dos bailes versus a realidade de preconceitos e marginalização a que muitos dos entrevistados eram expostos fora deles, a importância dos dançarinos no empoderamento de outras pessoas, questões como estigma, apropriação cultural, mercado e identidade. Gutierrez também ministra uma oficina no Ginásio da Unicamp.

O público da BIENAL SESC DE DANÇA também poderá fazer parte de dois espetáculos com a abertura de vagas para as residências de criação, onde será convidado a participar de processos formativos a fim de atuar como intérprete das apresentações durante o festival.

Luiz de Abreu, diretor do espetáculo O Lago das Bicicletas, conduz uma residência para pessoas da comunidade e artistas ampliarem sua prática de bicicleta BMX dentro de um universo artístico. Os participantes colocarão em prática seus aprendizados compondo o corpo de baile da performance, que une dança contemporânea, bicicletas BMX e o balé O Lago dos Cisnes.

As artistas Izabelle Frota, Cleyde Silva e Yang Dallas, do piauiense Núcleo do Dirceu, também selecionarão participantes para o Rasha Show, que provoca os presentes a entrarem nas batalhas de break dance. A convocatória está aberta para b.boys, b.girls, dançarinos de wacking, passinho e outros artistas interessados em questões de gênero.

Completam a programação workshops, laboratórios de criação, mesas de debates, instalações, residências e lançamentos de livros alusivos ao tema.

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Para que o Céu não Caia (Foto de Sammi Landweer)

PROGRAMAÇÃO

ESPETÁCULOS ADULTOS (por ordem de apresentação)

DO DESEJO DE HORIZINTES (Du Désir d’Horizons) | Salia Sanou (Burkina Faso)

Inspirado por oficinas de dança desenvolvidas em campos de refugiados na África, o coreógrafo de Burkina Faso, Salia Sanou traz para o palco o tema do exílio – tanto do ponto de vista territorial, como daquele interior, que todos nós carregamos no peito.  Há cinco anos, a fundação African Artist for Development utiliza a dança como instrumento de apoio psicológico para populações refugiadas em oito países africanos.  Sanou conduziu algumas dessas sessões em campos do Burundi e de Burkina Faso. A experiência o motivou a montar este espetáculo, em que se apresentam seis dançarinos, um contador de histórias e dois jovens refugiados. Em Do Desejo de Horizontes, ele mostra e nos convida a acessar nossa força de luta, resistência e desejo.

Coreografia: Salia Sanou | Intérpretes: Valentine Carette, Ousséni Dabaré, Catherine Denecy, Jérôme Kaboré, Elithia Rabenjamina, Mickael Nana, Marius Sawadogo e Asha Imani Thomas.

 

Dia 14, quinta-feira às 20h | Dia 15, sexta-feira às 21h30 | Galpão do Sesc Campinas | Duração: 65 minutos | Classificação etária: Livre | Ingressos: R$ 30,00; R$ 15,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 9,00 (credencial plena).

FLESHION [aparências] | Thelma Bonavita (São Paulo/ Brasil e Alemanha)

Fleshion é uma palavra inventada para descrever a interação invisível entre moda e carne; uma corruptela das palavras em inglês fashion (moda) e flesh (carne). Neste espetáculo, a artista Thelma Bonavita, que mora em Berlim e cujo trabalho transita entre dança, moda e artes visuais encena um mix dessas linguagens. A linha condutora da obra, em que atuam duas performers, navega pelo imaginário das aparências, do impacto na compreensão, ou na falta dela, das diferenças e do poder da imagem. Segundo a diretora, o espetáculo funciona como uma espécie de “dança coleção” e traduz um desejo de tocar aquilo que é invisível a olho nu. O figurino, com tecidos sobrepostos amarrados e até pedaços de tapete usados como chapéu, é fruto de uma extensa pesquisa sobre moda feita pela artista.

Conceito, Coreografia e Performance: Thelma Bonavita | Colaboração Coreográfica e Performance: Marcela Reichelt | Música: Katrina Burch a.k.a Yoneda Lemma e colaboração de Donatas Tubutis.

 

Dia 15, sexta-feira às 18h | Dia 16, sábado às 18h | MIS – Museu da Imagem e do Som | Duração: 60 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

VIAGEM A UMA PLANÍCIE ENRUGADA | Gustavo Ciríaco (Rio de Janeiro/ Brasil e Uruguai)

A encenação é o segundo capítulo da trilogia iniciada com Gentileza de um Gigante, de Gustavo Ciríaco. Inspirado no livro Primavera Silenciosa (1962), de Rachel Carson, sobre os efeitos nocivos de pesticidas no meio-ambiente, Ciríaco discute a relação entre o homem e a natureza – em seus aspectos positivos e, principalmente, negativos. No espetáculo, o foco do artista é relembrar os piores desastres ambientais causados pelo homem nos últimos cinquenta anos. Aqui, novamente, um homem e uma mulher constroem paisagens naturais em miniatura sobre uma superfície. Diante da plateia, o casal vai levantando e desfazendo panoramas, que envolvem animais, árvores e vales. Com seus corpos gigantes em relação às peças que manipulam, os dois se tornam figura e fundo ativos.

Concepção e Direção: Gustavo Ciríaco | Performance e Colaboração: Natália Viroga e Gustavo Ciríaco.

 

Dia 15, sexta-feira às 20h | Ginásio do Sesc Campinas | Duração: 40 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

ALLA PRIMA | Tiago Cadete (Rio de Janeiro/ Brasil e Portugal)

Em um espetáculo solo intimista e ousado, Tiago Cadete leva para o palco uma pesquisa sobre a representação do corpo na história da arte brasileira. Pinturas retratando corpos negros, indígenas e brancos, que, em mais de cinco séculos de história, formaram conceitos sobre nosso país e a brasilidade. A performance conta com a projeção de textos e imagens sobre o corpo do artista, cuja pele serve de suporte para desenhos que se assemelham a pinturas. Alla prima, o nome da obra, é também o termo técnico para descrever uma pintura em que o artista aplica sobre a tela camadas de tinta sem esperar o tempo de secagem, causando uma sobreposição de cores e imagens. Aqui, é o corpo de Cadete que faz o papel de tela, acumulando diferentes representações dos corpos brasileiros.

Direção artística: Tiago Cadete | Solo: Tiago Cadete.

 

Dia 15, sexta-feira às 20h | Dia 16, sábado às 20h | Teatro do Sesc Campinas | Duração: 50 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

DANÇA DOENTE | Marcelo Evelin (Piauí/ Brasil)

O espetáculo apresenta a impactante mistura da dança Butô com os movimentos do candomblé. Admirador do trabalho de Tatsumi Hijikata (1928-1986), um dos criadores do Butô na década de 1970, o coreógrafo piauiense Marcelo Evelin visita e estuda o Japão desde 2011. Nesta montagem, ele homenageia o último trabalho do mestre japonês, o livro A Dançarina Doente (daí o nome da peça), em que Hijikata relata suas memórias. Os bailarinos do espetáculo são adornados por quimonos, rendas brancas, máscaras e colares e, assim, fazem referência de um lado ao expressionismo e surrealismo da dança japonesa e, de outro, ao universo do candomblé. A apresentação tem um tom fantasmagórico, e uma das ideias é remeter às noções de morte e doença. Evelin encara a “doença” como um processo de transformação física e emocional, que atravessa também questões do nosso cotidiano.

Concepção e Elenco: Marcelo Evelin/Demolition Incorporada | Produção: Materiais Diversos + Regina Veloso/Demolition Incorporada.

 

Dia 15, sexta-feira às 21h30 | Dia 16, sábado às 21h30 | CIS Guanabara – Gare | Duração: 90 minutos | Classificação etária: 18 anos | Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

GENTILIZA DE UM GIGANTE | Gustavo Ciríaco (Rio de Janeiro/ Brasil e Portugal)

Num palco escuro, dois intérpretes nus, um homem e uma mulher, constroem paisagens em miniatura, em cima de uma mesa de arquiteto. O casal monta e desmonta cenas da natureza, utilizando materiais como areia, água, fogo, terra, papel e bonecos de animais. Não há música, os dois artistas não se falam, a mesa de madeira tem uma instabilidade calculada, e a dinâmica do espetáculo concentra-se na (des)construção gradual de maquetes com vales, montanhas, árvores e rios.  Criada pelo carioca Gustavo Ciríaco, Gentileza de um Gigante, fala da relação do homem com a natureza e do caminhar do mundo independente da ação humana. Os corpos expostos, o silêncio e os panoramas diminutos e efêmeros mostram, de forma delicada, o constante e paradoxal confronto entre um mundo criado pelos homens e outro, que se desenvolve à margem das interferências humanas.

Concepção, Direção e Coreografia: Gustavo Ciríaco | Performers e Colaboradores: Ana Trincão e Tiago Barbosa.

Dia 16, sábado às 20h | Ginásio do Sesc Campinas | Duração: 60 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

TUDO JUNTO (Todo Junto) | Juan Onofri Barbato (Argentina)

Neste trabalho, o coreógrafo argentino Juan Onofri Barbato propõe o encontro do erudito com o popular e todo estranhamento que essa experiência pode causar. Em plena rodoviária, dois artistas com formações e linguagens distintas se encontram. Um deles, Santiago Torricelli, é um pianista erudito. O outro, Lucas Yair Araujo, dançarino urbano, adepto da estética da street dance e do break. Ao som de fragmentos da Sonata Opus 31 no. 2, de Beethoven, tocada por Torricelli ao piano, eles apresentam uma performance que evidencia as diferenças e a  heterogeneidade dos corpos e histórias de seus intérpretes, criando um ritual tão extremo quanto provisório.

Performer: Lucas Yair Araújo | Música Original e Interpretação: Santiago Torricelli | Ideia e Direção: Juan Onofri Barbato.

Dia 16, sábado às 14h | Dia 17, domingo às 14h | Terminal Rodoviário de Campinas | Dia 19, terça-feira às 20h | Dia 20, quarta-feira às 20h | Casa do Lago – Unicamp | Duração: 20 minutos | Classificação etária: Livre | Grátis.

COMPOSIÇÃO PARA ESCULTURAS E UM CORPO | Néle Azevedo e Marina Tenório (São Paulo/ Brasil)

“Quanto calor despende um corpo para animar um espaço?” Partindo dessa questão, a artista plástica Néle Azevedo e a coreógrafa Marina Tenório propõem uma instalação-performance que evidencia o território de passagem, de transição, e reflete sobre a impermanência da vida, a intersecção entre o material e o imaterial, o físico e o imagético, o transparente e o opaco, o momento presente e o que se mantém na memória.  Na montagem, Tenório se movimenta e se relaciona com dezenas de esculturas de corpos fundidas em gelo com cerca de 1,10 metros, suspensas por fios de nylon. O corpo vivo dialoga com o corpo-gelo em processo de derretimento e transformação, expondo a fragilidade de ambos. A trilha sonora concebida pelo músico Thomas Rohrer ajuda a compor o clima, enquanto performer e esculturas se ressignificam com a ação do tempo.

Concepção e Instalação: Néle Azevedo | Codireção e Performance: Marina Tenório | Elenco: Marina Tenório e Thomas Roher (composição musical ao vivo).

 

Dia 16, sábado às 19h30 | Dia 17, domingo às 19h30 | CIS Guanabara – Armazém | Duração: 90 minutos | Classificação etária: 14 anos | Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

BIG BANG | Gen Danza (Uruguai)

Um concerto de dança contemporânea que tem como ponto de partida a ciência, a cosmologia e a física. A representação da criação do universo pela dança, a tradução no corpo dos bailarinos dos movimentos de multiplicação das moléculas. Todas essas ideias estão no centro de Big Bang, espetáculo que promove uma dissolução das fronteiras entre música e performance para questionar o nosso lugar no mundo.  O grupo teve a colaboração de especialistas em física e em robótica, para o entendimento de conceitos e processos que, depois, foram incorporados ao espetáculo.  A iluminação conta com recursos inovadores, que permitem o uso de sombras e pontos de luz espalhados pelo palco, criando interessantes efeitos de perspectiva.

Direção: Andrea Arobba | Artistas Criadores: Andrés Cototo Cuello, Bruno Brandolino, Catalina Lans, Celia Hope Simpson, Gianni Penna, Josefina Díaz, Juan Chao, Juan Miguel Ibarlucea, Laura Rodriguez, Lucía Gatti, María Pintado, Mario Gulla, Nicolás Parrillo e Santiago Bone | Técnico de Luz e Adaptação para Turnê:Santiago Rodriguez Tricot | Produção da Turnê: Cecilia Lussheimer.

Dia 16, sábado às 21h30 | Dia 17, domingo às 20h | Galpão do Sesc Campinas | Duração: 75 minutos | Classificação etária: Livre | Ingressos: R$ 30,00; R$ 15,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 9,00 (credencial plena).

CAMPEONATO INTERDRAG DE GAYMADA | Coletivo Toda Deseo (Minas Gerais/ Brasil)

Uma intervenção urbana que pretende criar um espaço de convivência e diversidade a partir do tradicional jogo da queimada. Sim, aquele jogo de rua da era analógica. Essa é a proposta da Campeonato Interdrag de Gaymada, do coletivo Toda Deseo. Do “corpo de baile” fazem parte transexuais, gays, gente fantasiada, maquiada e de peruca, todos absolutamente pilhados. E, para deixar tudo ainda mais animado, uma DJ, além de cheerleaders e uma juíza, “lacram” a partida. Nos intervalos, o coletivo relembra os casos de agressões e mortes geradas pela discriminação no Brasil, numa iniciativa de combater o preconceito. Mas, apesar da desgraça, é a graça que dá o tom do jogo. Desde 2013, o grupo já reuniu mais de 15 mil participantes em suas ‘gaymadas’.

Direção Artística: Rafael Lucas Bacelar e Ronny Stevens | Coreografia: Ronny Stevens e Thales Brener Ventura | Elenco: David Maurity, Ju, Abreu, Idylla Silmarovi, Ronny Stevens e Thales Brener Ventura.

 

Dia 16, sábado às 15h | Minicampo do Sesc Campinas | Dia 20, quarta-feira às 12h | Marco Zero | Duração: 150 minutos | Classificação etária: Livre | Grátis.

SOBRE KAZUO OHNO (About Kazuo Ohno) | Takao Kawaguchi (Japão)

 

Sem nunca ter visto Kazuo Ohno (1906-2010) no palco e nem mesmo aprendido butô, o artista japonês Takao Kawaguchi consegue se transmutar no mestre da tradicional dança japonesa. Ex-integrante do grupo multimídia Dumb Type, Kawaguchi se colocou o desafio de copiar de forma precisa a dança de Ohno a partir de registros em VHS de seus clássicos. No espetáculo, ele questiona conceitos como autenticidade, memória e originalidade da cópia. Uma homenagem a um dos grandes nomes da dança japonesa, Sobre Kazuo Ohno é também uma negação da essência do butô, cujo princípio fundamental era de que a arte deveria resultar de um processo de criação pessoal, intrínseco ao artista, e Kawaguchi se confronta com o dançarino a partir do exterior, se projetando em suas formas, seus gestos e caretas, sem nunca ter acesso a seu mundo interior.

Direção Artística Coreografia e Atuação: Takao Kawagushi.

Dia 17, domingo às 21h | CIS Guanabara – Gare | Duração: 110 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 30,00; R$ 15,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 9,00 (credencial plena).

PÃO COM LINGUIÇA | Entretantas (Brasil e França)

 

Uma “barbárie dançada”, segundo definição de seus diretores, Pão com Linguiça leva para o palco um clima de churrasco na laje, de festa, de carnaval e de desbunde. Tendo como base uma colagem sonora com trechos de grandes sucessos da música popular (de Alcione a Nina Simone), os coreógrafos Gladis Tridapalli e Ronie Rodrigues criam uma coreografia sobre amor, luto, ordem, progresso e golpe. O espetáculo começou a ser gestado em 2015, em um processo longo e a distância, já que Gladis mora no Brasil e Ronie, na França. Impactados pelo clima político do país, com manifestações tomando as ruas das cidades, eles lançam um apelo para que se continue criando dança, como uma linguagem capaz de intervir, alterar e transformar os indivíduos, tendo o humor como principal aliado.

Direção Artística: Gladis Tridapalli e Ronie Rodrigues | Coreografia: Gladis Tridapalli e Ronie Rodrigues | Elenco: Gustavo Bitencourt, Erica Mityco, Claudinho Castro, Ronie Rodrigues e Gladis Tridapalli.

Dia 19, terça-feira às 21h30 | Ginásio do Sesc Campinas | Duração: 40 minutos | Classificação etária: 18 anos | Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

Ó | Cristian Duarte (São Paulo/ Brasil e Alemanha)

 

A pesquisa realizada desde 2011 por Cristian Duarte no âmbito da residência artística Lote Osso chega a sua quinta edição com Ó, espetáculo que investiga o minimalismo na dança e o caráter sensorial dos movimentos. Em um espaço plano, sem o relevo do palco, público e artistas se misturam em uma performance que aposta numa dramaturgia tátil, criando um ambiente de empatia e percepção de afetos.  A atmosfera intimista é reforçada pela trilha sonora de Tom Monteiro, um discreto ruído branco, e pela iluminação a meia-luz de André Boll. O mito grego de Orfeu, que perde sua amada Eurídice ao olhar para trás quando tentava resgatá-la do mundo dos mortos, serve de inspiração para a peça, que contou também com a colaboração da companhia alemã CocoonDance (Bonn).

Coreografia e Direção: Cristian Duarte | Cocriação e Coprodução: Aline Bonamin, Bruno Levorin, Cristian Duarte, Felipe Stocco e Tom Monteiro | Dança: Aline Bonamin e Felipe Stocco | Produção: Cristian Duarte em companhia e Lote Osso.

Dia 19, terça-feira às 19h30 | Dia 20, quarta-feira às 19h30 | CIS Guanabara – Armazém | Duração: 75 minutos | Classificação etária: 12 anos | Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

FOLKS – VOCÊ AINDA ME AMARÁ AMANHÃ? (Will you steal love me tomorrow?) | Alessandro Sciarroni (Itália)

 

O italiano Alessandro Sciarroni inspirou-se na dança folclórica Schuhplatter, nascida na região do Tirol – fronteira entre a Itália e a Áustria – para criar uma coreografia de percussão hipnótica, produzida essencialmente por batidas repetidas das mãos dos bailarinos em seus sapatos, pernas, troncos e braços. O som ritmado das palmas, em conjunto com outro, pungente, acionado pelo sapateado do elenco num tablado de madeira, remete a uma certa ancestralidade, circularidade e, segundo o coreógrafo Sciarroni, também a memórias religiosas. Formado por seis jovens bailarinos, o elenco apresenta um vigor típico dos atletas. Fortes e magros, eles pulam, além de batucar, quase a apresentação inteira, que tem duração de mais de uma hora. Os músculos suados, sincronizados e sonorizados produzem uma eletricidade impactante.

Criação e Dramaturgia: Alessandro Sciarroni | Ínterpretes: Cristian Balzama, Anna Bragagnolo, Marco D’Agostin, Pablo Esbert Lilienfeld, Francesca Foscarini, Leon Maric, Matteo Ramponi e Francesco Vecchi | Música Original: Pablo Esbert Lilienfeld | Vídeo e Imagens: Matteo Maffesanti | Lighting Design: Rocco Giansante | Técnica e Luzes on tour: Cosimo Maggini e Valeria Foti | Figurinos: Ettore Lombardi | Produção: Lisa Gilardini e Chiara Fava.

Dia 19, terça-feira às 20h30 | Dia 20, quarta-feira às 20h30 | Teatro Castro Mendes | Duração: 90 minutos | Classificação etária: 14 anos | Ingressos: R$ 30,00; R$ 15,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 9,00 (credencial plena).

BOCA DE FERRO | Marcela Levi e Lucía Russo (São Paulo/ Brasil e Argentina)

Darth Vader encontra-se com Dante Alighieri ao som do tecnobrega paraense para, juntos, criarem memes da internet. É essa mistura bem-humorada de referências tão diversas que serve de base para Boca de Ferro, encenado pelo paraense Ícaro dos Passos Gaya e dirigido pela carioca Marcela Levi e pela argentina Lucía Russo. O resultado da combinação é uma dança irreverente, sensual e provocadora. Com esses ingredientes, o performer Ícaro Gaya apresenta um solo que traduz em movimentos frenéticos os humores, ambiguidades e contradições da vida contemporânea. O título do espetáculo é uma referência às equipes de aparelhagem musical do Pará, cujas caixas de som são apelidadas bocas de ferro. A trilha sonora alterna clássicos do estilo paraense com momentos de silêncio.

Direção Artística: Marcela Levi e Lucía Russo | Performance e Cocriação: Ícaro dos Passos Gaya | Realização Artística e Produção: Improvável Produções.

 

Dia 20, quarta-feira às 21h30 | Ginásio do Sesc Campinas | Duração: 50 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

TÍTULO EM SUSPENSÃO | Eduardo Fukushima (São Paulo/ Brasil)

No solo Título em Suspensão, Eduardo Fukushima dá continuidade à sua pesquisa sobre a sutileza e precisão do movimento. Quase sempre sentado no chão sob um facho de luz, o artista encena uma coreografia minimalista, minuciosa e precisa, enquanto maneja pedras, paus e chocalhos ao som de ruídos de avalanches e assovios. Com o público sentado ao seu redor, lembrando a dinâmica de uma fogueira, ele evoca simbologias da ancestralidade e da circularidade. A peça foi elaborada com base em experiências do artista no Brasil e em residências artísticas na Alemanha e no País Basco. Em São Paulo, ele participou de uma performance em que os corpos dos dançarinos simulavam esculturas vivas. Depois, na Europa, visitou e se apresentou em cidades em que a Inquisição teve forte atuação, onde pedras e círculos territoriais remontam a civilizações ainda mais antigas.

Direção, Criação e Dança: Eduardo Fukushima | Criação de Trilha Sonora Original: Rodolphe Alexis.

 

Dia 20, quarta-feira às 21h30 | Dia 21, quinta-feira às 21h30 | Galpão do Sesc Campinas | Duração: 45 minutos | Classificação etária: 14 anos | Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

FIO DO MEIO | Cia Gente (Rio de Janeiro/ Brasil)

A rua é o palco de Fio do Meio, projeto inédito da carioca Cia. Gente que se propõe não somente a dançar “na rua”, mas dançar “a” rua e o que mobiliza as relações que dela surgem. Com esse trabalho, o diretor Paulo Emilio Azevedo dá continuidade a uma pesquisa realizada em espaços públicos, iniciada com Meio fio (Cia. Membros, 2003) e Tetralogia cidade (Cia. Gente, 2013). A diversidade de pessoas, arquiteturas e conflitos que compõem esse cenário repleto de surpresas é parte fundamental da performance, encenada por Eduardo Hermanson e mais um artista. O título, Fio do meio, ato nº.1 (“a crise das borboletas”), é uma analogia ao tempo necessário para a maturação da vida.

Direção Artística/ Coreografia: Paulo Emílio Azevedo | Intérprete-Criador: Eduardo Hermanson “Willow” | Intérprete convidado: Lucas Zina.

 

Dia 20, quarta-feira às 17h30 | Dia 21, quinta-feira às 17h30 | Dia 22, sexta-feira às 17h30 | Praça Bento Quirino | Duração: 20 minutos | Classificação etária: Livre | Grátis.

SOLIDÃO PÚBLICA | Adilso Machado (Santa Catarina/ Brasil)

De que forma a solidão, o vazio e a angústia se manifestam no corpo? Como esses sentimentos são elaborados em uma sociedade hiperconectada por celulares e redes sociais? Foi a partir dessas questões e inspirado pelo romance O Estrangeiro, de Albert Camus, que o bailarino catarinense Adilso Machado criou o espetáculo solo Solidão Pública.  A trilha eletrônica de Tom Monteiro, executada ao vivo, e a iluminação de Leonardo Roat, que alterna sombras e luminosidade sobre um fundo púrpura, criam uma atmosfera de tensão para os movimentos sincopados de Machado. Ex-integrante da companhia alemã Toula Limnaios, ex-membro da Cena 11 Companhia de Dança e atual diretor artístico do grupo Circar Artes do Corpo, o bailarino criou um espetáculo de grande intensidade dramática, que transpõe para os palcos sentimentos e sensações que, de certa forma, definem nossa época.

Concepção e Performance: Adilso Machado | Interlocução: Wagner Schwartz | Música: Tom Monteiro | Iluminação: Leonard Roat.

 

Dia 21, quinta-feira às 20h | Dia 22, sexta-feira às 20h | Teatro do Sesc Campinas | Duração: 40 minutos | Classificação etária: 14 anos | Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

COREOGRAFIA ESTUDO#1 | Michelle Moura (Paraná/ Brasil)

De que forma um simples andar pelas ruas pode se tornar uma dança? No novo trabalho de Michelle Moura, o caminhar se transforma em uma elaborada coreografia criada a partir de desenhos geométricos que provocam trajetórias, movimento e espaço entre os quatro bailarinos que caminham em um espaço aberto. O som da rua, a curiosidade dos passantes (ou a falta dela) enriquecem a performance, que se funde à rotina da cidade.  A coreógrafa se inspirou no trabalho de início de carreira das americanas Trisha Brown (1936-2017) e Lucinda Childs (1940), que propunham uma dança minimalista criada sobre partituras e desenhos. O místico russo Gurdjieff (Rússia/1866-França/1949), autor do livro Encontros com homens notáveis e pesquisador da cultura dos dervixes, é outra referência importante no trabalho.

Coreografia e Partituras: Michelle Moura | Performance: Bernardo Stumpf, Bia Figueiredo, Cândida Monte e Thaisa Marques | Som: Kaj Duncan David | Apoio/ Residência: Plataforma PLUSbrasil na Villa Walberta, Feldafing/Alemanha. NAVE, Santiago/Chile. Este projeto foi contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2014.

 

Dia 22, sexta-feira às 12h | Dia 23, sábado às 12h | Praça Rui Barbosa | Duração: 45 minutos | Classificação etária: Livre | Grátis.

BANANAS | Núcleo Artérias (São Paulo/ Brasil)

Uma investigação sobre o desejo e o imaginário masculinos na interpretação de bailarinas mulheres. Esse é o mote de Bananas, espetáculo do Núcleo Artérias dirigido por Adriana Grechi, que pretende questionar as fronteiras entre gêneros, espectador e artista. Vestindo camisetões amplos, as performers se misturam ao público e encenam no palco movimentos que aludem a um gestual tipicamente masculino.  A obra da artista britânica Sarah Lucas, que expande dimensões de gênero e discute o predomínio do masculino na cultura contemporânea, é uma referência importante para o grupo, cujo trabalho aborda questões como instabilidade, incerteza, consumismo, identidade, espetacularização e seus reflexos no corpo e no movimento.

Concepção e Direção: Adriana Grechi | Performance e Criação: Bruna Spoladore, Lívia Seixas e Nina Giovelli | Trilha Sonora: Dudu Tsuda | Criação de Luz: André Boll.

 

Dia 22, sexta-feira às 18h | CIS Guanabara – Armazém | Duração: 50 minutos | Classificação etária: 16 anos Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

RASHA SHOW | Izabelle Frota, Cleyde Silva, Yang Dallas (Piauí/ Brasil)

RaSHa Show surgiu como uma intervenção na Battle Dirceu, um dos  maiores eventos da cena Hip Hop em Teresina (PI). A partir daí, tornou-se um laboratório de criação e, na Bienal Sesc de Dança 2017, será apresentado com a participação de performers locais. A performance toma emprestado e busca ampliar os sentidos de uma manifestação presente nas batalhas de break dance, o racha show, momento em que bailarinos e crews (grupos deles) disputam nos intervalos das competições oficiais sem o objetivo de encontrar um vencedor, mas para aquecer, brincar, provocar. RaSha Show convida o público a participar da performance, fazendo as vezes de juiz e decidindo quem é o vencedor da batalha! RaSha Show é brincar de ser o que quiser… na afirmação do prazer!

Direção Artística e Coreografia: Izabelle Frota, Cleyde Siva e Yann Dallas. | Elenco: Participantes da convocatória.

 

Dia 22, sexta-feira às 17h | Espaço Arena do Sesc Campinas | Dia 23, sábado às 23h | Jardim do Galpão do Sesc Campinas | Duração: 90 minutos | Classificação etária: Livre | Grátis.

CODEX MUNDO ALGODÃO | Sheila Ribeiro/Alejandro Ahmed/Tom Monteiro (São Paulo/ Brasil)

Codex é uma série da artista transmídia Sheila Ribeiro, que examina a obra de criadores importantes da dança contemporânea nacional utilizando ferramentas da cultura digital. Em Codex mundo algodão, Ribeiro tenta decodificar o pensamento artístico e o modus operandi do coreógrafo Alejandro Ahmed, diretor artístico do grupo catarinense Cena 11 Cia. de Dança. Como um hacker, que invade máquinas para entender e transcrever os dispositivos que a operam, a artista procura decifrar o trabalho de Ahmed segundo a técnica da percepção física, como ele mesmo faria. Ahmed participa da obra sugerindo caminhos dentro dos eixos propostos ao mesmo tempo em que revisita (e repensa) seu próprio trabalho. O desenho sonoro de Tom Monteiro aclimata a performance.

Plataforma (conceito): Sheila Ribeiro | Usuário (criação): Alejandro Ahmed.

 

Dia 22, sexta-feira às 18h | Dia 23, sábado às 18h | MIS – Museu da Imagem e do Som | Duração: 60 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

PARA QUE O CÉU NÃO CAIA | Lia Rodrigues Companhia de Danças (Rio de Janeiro/ Brasil)

Segundo relato do xamã Davi Kopenawa, o mito yanomami do fim do mundo diz que, rompida a harmonia da vida no universo, o céu desabará sobre todos os que estão embaixo dele (e não apenas os povos indígenas). Diante de uma era de barbárie e catástrofes ambientais, o que podemos fazer para, de alguma forma, segurar esse céu, impedindo-o de cair sobre nossas cabeças? Pensando nessa questão, a coreógrafa Lia Rodrigues propõe uma dança para “sustentar” o céu e fazer a vida seguir pulsando na Terra. A concepção do espetáculo teve início com um projeto realizado pela companhia dentro da favela da Maré, no Rio, onde a coreógrafa atua há mais de dez anos. Bailarinos e jovens alunos da Escola Livre de Dança da Maré criaram uma série de exercícios coreográficos a partir de indagações sobre o presente da comunidade e o futuro do planeta.

Criação e Direção: Lia Rodrigues | Assistente da Direção e Criação: Amália Lima |
Dançado e Criado em Estreita Colaboração com: Leonardo Nunes, Gabriele Nascimento, Francisco Thiago Cavalcanti, Clara Castro, Clara Cavalcante, Dora Selva, Felipe Vian, Glaciel Farias, Luana Bezerra, Thiago de Souza com a participação de Francisca Pinto |
Dramaturgia: Silvia Soter.

 

Dia 22, sexta-feira às 21h30 | Dia 23, sábado às 21h30 | Dia 24, domingo às 20h | Ginásio do Sesc Campinas | Duração: 80 minutos | Classificação etária: 18 anos | Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

PROTESTO | Núcleo Artérias (São Paulo/ Brasil)

Dançar como forma de protesto para nos conectar em tempos de crise e incerteza. Partindo dessa ideia, o Núcleo Artérias, dirigido pela coreógrafa Adriana Grechi, iniciou um estudo sobre diferentes práticas de transe, que resultou no espetáculo Protesto. Em suas pesquisas, o coletivo descobriu técnicas comuns a várias culturas, desde os Gnawas no Marrocos (confraria mística muçulmana de origem sufi) até rituais de umbanda no Brasil. E entrou em contato com o termo “protesto oblíquo”, usado pelo antropólogo escocês Ioan Lewis para designar transes empregados como estratégias de pessoas marginalizadas, caso de mulheres em sociedades patriarcais, para terem algum tipo de visibilidade social. Diante desses achados, o grupo criou sua própria prática e, em cena, busca conectar corpos usando materiais que ativem os sentidos, tais como pedras, tecidos e plantas.

Concepção e Direção: Adriana Grechi | Criação/Dança: Bruna Spoladore, Lívia Seixas e Renata Aspesi | Arte/Figurino: Lu Mugayar | Criação/Instalação Sonora: Dudu Tsuda | Criação de luz: André Boll.

 

Dia 23, sábado às 18h | CIS Guanabara – Armazém | Duração: 60 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

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Du Désir d’horizons (Foto de Laurent Phillipe)

SESC CAMPINAS APRESENTA BIENAL SESC DE DANÇA 2017

De 14 a 24 de setembro

Sesc Campinas (Rua Dom José I, 270/333 – Bonfim, Campinas Telefone (19) 3737-1500) e outros espaços da cidade.

 

Consulte a programação completa no site www.sescsp.org.br/bienaldedanca.

 

Ingressos à venda a partir de 25 de agosto, às 12 horas no Portal sescsp.org.br e a partir das 17h30 em todas as unidades do Sesc do Estado de São Paulo. Os ingressos online estarão à venda, enquanto houver disponibilidade, até duas horas antes do início do espetáculo.

 

Locais das apresentações

Sesc Campinas – Rua Dom José I, 270/333 – Bonfim . Telefone (19) 3737.1500.

 

Teatro Municipal José de Castro Mendes – Rua Conselheiro Gomide, 62 – Vila Industrial. Telefone (19) 3272.9359.

 

Estação Cultura Prefeito Antônio da Costa Santos – Rua Francisco Teodoro, 1050 –Vila Industrial. Telefone (19) 3705.8000.

 

MIS – Museu da Imagem e do Som – Rua Regente Feijó, 859 – Centro. Telefone (19) 3733.8800.

 

Rodoviária de Campinas – Terminal Rodoviário de Campinas Ramos de Azevedo – Rua Dr. Pereira Lima, 60-140 – Vila Industrial.

 

UNICAMP – Cidade Universitária Zeferino Vaz – Barão Geraldo. Telefone (19) 3521.7000.

 

Casa do Lago – Unicamp – Avenida Érico Veríssimo, 1011 – Cidade Universitária – Barão Geraldo. Telefone (19) 3521.1708.

 

Marco Zero – Unicamp – Praça do Ciclo Básico – Cidade Universitária – Barão Geraldo.

 

CIS Guanabara – Armazém do Café e Gare – Rua Mário Siqueira, 829 – Botafogo. Telefone (19) 3231.6369.

 

Praça Rui Barbosa – Rua 13 de maio, s/nº – Centro. Atrás da Catedral Metropolitana de Campinas.

 

Praça Bento Quirino – Rua Sacramento, 118 – Vila Industrial.

 

 

Assessoria de Imprensa Bienal de Sesc de Dança 2017

Nossa Senhora da Pauta Assessoria de Comunicação

Frederico Paula – MTb-SP: 28.319

(11) 2478-6309/ 99658-3575

frederico@nossasenhoradapauta.com.br 

www.nossasenhoradapauta.com.br

 

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