Santiago Santos: berátna :kuátro :tudo por grano

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.lugar de moco é no escuro, socadinho na parede do beco .o desconforto moco mastiga pensando no grano no fim do trampo .moco mastiga até mesmo uns meses na xilindra, coisa que o felo da puta do tóide achou que podia fazer desde que pagasse .e maldición, podia mesmo, que co bolso fofo fico na fina .pediu desculpa pela mão e pra compensar mandou instalarem a extensión + de ponta na enferma, e eu já tava tão acostumado co ela que na vera quase agradeci e pedi pra explodir a outra e pagar + uma .fiquei impressionado co trabajo de me rancarem da xilindra depois de pranchar o tororó, que + fácil era me pranchar e pronto .mas tóide se mostrou um cabro de palavra .ou melhor, um cabro que tinha + um trampo .a real é essa, não dói não, vida de moco é isso

.outro alvo no complexo b .esse não é grã-fino igual tóide, não tem grano pra habitar horizonte co brisa .mora no fervo, que complexo b tem fervo também se souber procurar, mas trabalha no mesmo lab do tóide .subordinado dele, pelo jeito, embora tóide não tenha falado zika de hierarquia, do que fazem ou deixam de fazer .na vera moco não tem que saber pikas, moco tem que pranchar alvo, receber e abrir .fechando o trampo é de volta pro complexo c, que o b é maravilho mas não é lar, não dá pra confiar em ninguém .e é zika pegar trampo direto co cliente, sem mediação do súbaru, que filtra e protege como pode seus mocos .não pago a comissión mas fico no escuro, e moco trampa no escuro mas não vive no escuro que aí já é pedir pra acordar pranchado .zóio na nuca define

.antes de fechar contrato, confirmei co súbaru os pingos nos is, que do jeito que as coisas tinham ido tive zero tempo de checar qualquer coisa, foi acordar na xilindra de folga forçada por uns meses .achei um comú raspado e súbaru mandou a gueixinha enfiada entre as pernas abrir e falou comigo emocionado, na vera, o cúmpa achou que eu tinha partido mesmo dessa, não me acharam no complexo b porque meu doc caiu quando ficharam no sistema e fui registrado como zé, dos muitos zés na xilindra que chegam sabe-se lá de onde e foda-se porque dali não vão sair mesmo .mas eu saí, e súbaru quase não acreditava .ele disse que era mesmo o tóide o contratante e perguntou se tava feito .eu disse que explicava direito quando voltasse pra casa, tava zerinho, tinha que resolver umas coisas antes .fiquei imaginando como ele ia reagir ao ver um dos mocos ca mão biônica, isso é raromonstro no c, nossa vida é mambembe de+, oxi

.pedi três dias, pra verificar a rotina do alvo e achar outro pistoleto decente .não precisava de tudo isso mas tinha que passar um tempo socado no tanque de água salina curtindo hidromassagem no toba .ninguém é de ferro .tóide adiantou metade do grano, e não cobrei baratín, então comi como rei e dormi no ar-condicionado perfumado do espelunco, do qual já sinto saudademonstra

.o alvo é felony moraso, cientista e sujeita metódica, o que sempre ajuda os mocos .bate ponto no lab na matina, almoça no comedouro da esquina, trampa até oito e meia da noite, última a sair, tranca tudo, dá pulo no mercado no caminho do fervo, em casa assiste uns holos e tira um breque.três dias e tudo na mesma hora, alvo é reloginho mesmo .na noite do terceiro dia me enfio no beco doutro lado da rua .hora que tóide e seus cúmpas de trampo saem nem olha pra cá, ciente

.oito e meia felony sai .daqui anda até o busutubo e não tem canto + sussa no caminho, então é aqui mesmo .rua vazia = moco sorrindo, como hablan .ela vira de costas pra porta reforçada, começa a digitar o sequêncio da tranca .saio mansinho, miro a cabeça, aperto o gatilho .pistoleto felo da puta é modificado e dá tranco e o tiro vai centímetros pra baixo e pega na base do cabeço, soprando sangue, carne e dente na porta .felony se joga pra frente e rola pra dentro do corredor .corro pra não deixar a porta ensanguentada fechar sozinha .enfio o pé bem no estreitinho de luz que vem lá de dentro, empurro e vasculho co pistoleto .nada da felony .fela da puta

.entro, ouvindo a estáctica elétrica da iluminación no teto .adiante tem um saleto com várias cadeiras vazias e telas ligadas, números e gráficos e em algumas também uns tubos enormitudo com gente dentro, gente colorida, gente com braço ou perna a +, gente com bola saindo da barriga, gente cos ossos tortos, gente que não parece gente .dá nojo .nada de felony aqui, mas vejo felony numa das telas, ela diante doutra porta digitando algo noutra tranca .tem uma passagem no fim desse saleto em que tô e só pode ser ali que ela se enfiou, o saleto dos tubos .me vejo numa das telas também, e fodeu se não for só circuito interno, tóide vai ficar lóki

.entro pela passagem e ando no saleto entre os tubos, evitando encarar eles, e vejo felony sentada no chão contra a parede, um buraco enorme no rosto comendo parte do nariz e toda a boca por onde pingoteja sangue no colo, a roupa encharcada .karalhos, fiz estrago .me aproximo mas sei que já era .a porta que ela liberou abre e dois bichos disformes aparecem, armados, os rostos mocozados em capacetos escuros .pulo pra trás duns tubos, pensando merda, onde me enfiei


Esta é a quarta aventura de berátna. Confira as anteriores:
– berátna :uno :lar doce lar
– berátna :dos :moco é profissa
– berátna :tri :tempo na xilindra

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