V Balada Literária da Bahia celebra a importância dos mestres

Evento acontece de 21 a 25 de agosto com homenagem a Dona Cici e Paulo Freire e participação do escritor português Valter Hugo Mãe

1 GERAL

A Balada Literária da Bahia chega à quinta edição, trazendo para o centro do debate o papel dos mestres na construção do conhecimento. A partir desta espinha dorsal, o evento rende homenagens aos educadores Paulo Freire e Dona Cici, com uma programação que reúne bate-papos, oficinas, contação de histórias, lançamentos e performances artísticas, entre os dias 21 a 25 de agosto, na Casa do Benin, no Espaço Cultural da Barroquinha, no Teatro Gregório de Matos e na Fundação Pierre Verger, no Engenho Velho de Brotas.

“Vivemos um momento de extrema necessidade de valorização de uma educação para a diversidade e fundada na liberdade do indivíduo. A Balada Literária de São Paulo elegeu a figura emblemática de Paulo Freire como norteadora de suas ações de 2019. Estamos totalmente juntos e, para ampliar o espectro, queremos pensar a arte e a literatura também na sua permanência popular e oral. Por isso, homenagear Dona Cici, a grande educadora orgânica popular, é um complemento vivo e fundamental ao debate, além de manter a coerência do evento local com sua centralidade na negritude”, afirma o poeta Nelson Maca, que divide a curadoria do evento com o escritor pernambucano Marcelino Freire.

Confira a programação completa aqui: www.baladaliteraria.com.br

Desdobramento da Balada Literária de São Paulo – que acontece entre 04 a 08 de setembro e também terá uma edição no Piauí – a Balada baiana segue o mesmo espírito de encontros descontraídos para troca de ideias sobre literatura e diferentes formas de arte e cultura. Mestra da cultura popular afro-baiana, Nancy de Souza, 80 anos, carinhosamente chamada de vovó Cici, educa gerações de jovens com sua memória e talento para a contação de histórias.

Dona Cici participa de um café da manhã na quinta-feira (22), na Casa do Benin, e conversa com a atriz e escritora Cássia Vale e com o produtor cultural Chicco Assis sobre sua trajetória. No último dia do evento (domingo, 25) ela será a anfitriã de uma tarde brincante na Fundação Pierre Verger, no Engenho Velho de Brotas, que inclui contação de histórias e show de Pinduka e grupo Canastra Real.

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“A minha pedagogia é a da vida. É aquilo que eu aprendi através dessa minha viagem no mundo com as fotos de meu pai Fatumbi. Se não fosse ele eu não faria tantas viagens e eu não conheceria tantas coisas. Muitos lugares eu conheci através das fotos dele e outras coisas o destino fez com que eu fosse ver com meus próprios olhos. Eu fui à Cuba, Suriname, França, Suíça, Benin levando o trabalho da Fundação”, afirma Dona Cici sobre o fotógrafo e etnólogo francês Pierre Verger, que foi seu mestre e com quem ela trabalhou a partir do final da década de 80.

Com participação de autores baianos e de outros estados, a V Balada da Bahia contará com a presença do escritor português Valter Hugo Mãe, autor de 30 obras (entre poesia, romance e conto) e um dos grandes nomes da literatura portuguesa atual. Homenageado na última edição da Flixará, em julho passado, Hugo Mãe retorna como convidado da Balada e lança no evento a nova edição de Contos de Cães e Maus Lobos, seu primeiro livro de contos, pela  editora Biblioteca Azul. Ele estará numa mesa no sábado (24), às 16h, no Espaço Cultural da Barroquinha.

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Nelson Maca

 

Sarau Bem Black abre a Balada 2019         

A primeira atividade da Balada é uma edição especial do Sarau Bem Black, comandado por Nelson Maca, que acontece na quarta (21), a partir das 19h, no Espaço Cultural da Barroquinha, com entrada gratuita.

Além das performances dos poetas residentes e da discotecagem do dj JOE, o sarau receberá os lançamentos do livro Go África, de Nelson Maca, e da sétima edição da revista Organismo – que reúne novos nomes da literatura divergente de sete estados, além do pocket-show da Versu2, banda de rap local.

O livro Go África  (R$ 30) faz parte da campanha de mesmo nome idealizada por Maca para sua primeira viagem à Maputo, capital de Moçambique, no mês passado. Com projeto gráfico do desinger Francisco Benevides, o livro reúne um conjunto de 16 poemas ilustrados, que foram apresentados por ele no festival internacional Poetas D’ Alma. São textos que falam sobre diferentes perspectivas de negritude, África e diásporas.

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